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  • Marcio Menezes

Inglês de papagaio


O professor fala, você repete! Não há nada mais ultrapassado que o inglês de papagaio. O método papagaio prioriza a memorização de frases prontas. O problema é que na vida real não é possível manter uma conversação com frases decoradas. O método papagaio é falho por um simples motivo: ele utiliza de apenas um dos aspectos do desenvolvimento da fluência no idioma: a memória. De fato a memória é parte do aprendizado. Memorizar estruturas e vocabulário faz parte do processo.

Mas a conversa entre duas pessoas envolve mais que a memorização. envolve processos perceptivos-cognitivos. Envolve associação também. O cérebro lança mão da memória, mas arranja e rearranja frases de forma dinâmica e não engessada com frases decoradas.

Imagine um teia de aranha. Assim é nossa formação mental, lançando teias em toda as direções para a construção do pensamento lógico. Ao nos comunicarmos em outro idioma ,o cérebro certamente buscará acessar frases e palavras memorizadas e estruturas já automatizadas. Esta memória já assimilada deve estar lá à disposição. Mas não se pode ignorar que há uma parte desse processo que é dinâmico e que a construção daquilo que se quer dizer no momento ocorre em fração de segundos.

Daí a importância de se desenvolver a capacidade cognitiva e associativa para que se possa explorar o idioma sem limitações. É mais ou menos assim: você tem os ingredientes para fazer um bolo. Mas se você não souber como fazer o bolo, você não conseguirá faze-lo. Pois bem: os ingredientes seria as memorizações e automações, a capacidade de fazer o bolo seria a parte dinâmica do processo. Se suas aulas de inglês não priorizarem essa conjunção : memória, percepção, cognição, associação, seu cérebro estará criando os ingredientes o que já é um bom início, mas não suficiente pra fazer o bolo!

segundos.


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